O Futuro das Profissões
Há algum tempo, o cientista e filósofo alemão Johann Huizinga, escreveu um interessante livro sobre a humanidade classificando-a em três níveis: Homo Sapiens; Homo Faber; e Homo Ludens.
O Homo Sapiens seria o homem cuja principal demanda é atender às suas necessidades fisiológicas básicas; o Homo Faber resulta praticamente da Revolução Industrial e, anterior a isso, dos profissionais que tinham na manufatura a satisfação de sua existência; e o Homo Ludens, aquele que, além de satisfazer suas necessidades básicas e de produzir – bens, serviços e artes – demanda tempo-livre para a realização de necessidades culturais, desportivas e estéticas, relacionadas com o desenvolvimento intelectual/mental e espiritual.
Por outro lado, os 194 países do Planeta se dividem em três categorias ou níveis: (i) Países do Primeiro Mundo; (ii) Países do Segundo Mundo; e (iii) Países do Terceiro Mundo.
Os países do Primeiro Mundo caracterizam-se por uma população formada, predominantemente, por H. Ludens. São membros da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e, os mais ricos, do G-8. Esses países possuem, em sua maioria, uma agricultura desenvolvida e se destacam por um robusto desenvolvimento industrial, exercendo forte poder tecnológico e econômico sobre as outras nações. Possuem excelentes sistemas educacionais.
Os países do Segundo Mundo, principalmente, a China, a Índia e o Brasil, caracterizam-se por uma população estratificada em forma de pirâmide de base larga, em que a minoria, composta de H. Ludens, ocupa o topo, o segmento H. Faber, a parte intermediária, e o contingente de H. Sapiens, formado por populações pobres e carentes, compõe o estrato inferior.
O Terceiro Mundo é caracterizado por pessoas predominantemente da categoria Homo Sapiens e economias onde muitos não conseguem satisfazer sequer as necessidades básicas de alimentação, de higiene/saúde e de educação, cabendo a uma minoria absoluta a riqueza que o país detém.
Por condições de mão-de-obra barata e outros atrativos e incentivos, países do Primeiro Mundo estão transferindo suas indústrias, principalmente as mais poluidoras, aos países do Segundo Mundo.
Conseqüentemente, o que se percebe é uma correlação perfeita entre a classificação dos seres humanos proposta pelo filósofo da Alemanha, e dos países, respectivamente, nos três níveis de desenvolvimento. A evolução profissional ou sua estagnação tem a tendência de seguir a mesma gradação.
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