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Brasília/DF, Brasil • 5/Setembro/2010.   
 

Artigos do FMP

terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Brasília e a Universalidade do Conhecimento

De 1º a 4 de março de 2010, em Brasília/DF, será realizado o primeiro Fórum Mundial de Profissões para a Sustentabilidade (FMP).

Esse evento deverá se repetir a cada quatro anos sempre em Brasília. No meio tempo serão promovidos eventos de mesma natureza de âmbito continental, regional e, mesmo, nacional, em discussão de problemas específicos relacionados com as profissões e com o profissionalismo, em preparação aos eventos globais.

A proposta, e não poderia ser diferente, considera que o desenvolvimento econômico e social passa necessariamente pelo desenvolvimento profissional individual/cognitivo como processo dinâmico que convém seja permanentemente monitorado em obediência à própria evolução do conhecimento e às necessidades que constantemente são detectadas pelo mercado. Por seu turno, o exercício profissional com profissionalismo – ético, moral e responsável – é requisito obrigatório para os profissionais de hoje e do amanhã.

O Brasil tem um sistema único no mundo de regulação e de supervisão do exercício profissional realizado pelos próprios profissionais de cada área do conhecimento. São 26 Conselhos federais e duas Ordens. As 28 instituições do Sistema pertencem ao Terceiro Setor e se reúnem no Fórum dos Conselhos e Ordens, conhecido por CONSELHÃO. Este Sistema está em análise por segmentos governamentais, para o que a organização do Fórum Mundial de Profissões se propõe a contribuir de forma significativa.

Organizado em cinco grupos de profissões (Regulamentadas, Criativo-Inventivas, Fabrís-Laborais, de Tempo Livre e de Hospitalidade e de Serviços Públicos), durante a preparação do evento e no próprio evento, as questões relacionadas com a geração e gestão do conhecimento no interesse da sociedade civil deverão ser profundamente avaliados. Esse interesse reside em transformar o conhecimento tácito em explícito, o que equivale a retrabalhar processos, produtos/serviços, e ferramentas, normalmente registrados nas organizações e, até mesmo, patenteados.

Outra questão de grande relevância para muitos países e para o processo se refere a universalidade do conhecimento e a universidades onde o conhecimento tácito é transmitido e onde se dá a maior parte da geração do conhecimento. Esse duplo papel de gerar e de transmitir conhecimentos acadêmicos, científicos e tecnológicos, de algum tempo tem sido estendido para a formação de incubadoras de projetos e de constituição de iniciativas empreendedoras.

Desde a criação da Universidade de Brasília (UnB) e, mais intensamente, nos últimos quinze/dezoito anos, um número considerável de universidades, centros e institutos de ensino superior tem sido criado em Brasília, Capital do Brasil, e no Distrito Federal. A própria UnB sai da Capital e passa a atuar, também, em campi descentralizados em cidades satélites do DF.

Dada a diversidade de cursos de graduação oferecidos em resposta às demandas da sociedade civil, mais prontamente atendidas pelas universidades privadas e por cursos de pós-graduação nas universidades e escolas públicas do DF e do Brasil, fica a indagação de quais e de como essas instituições viriam a se posicionar em relação ao duplo aspecto desenvolvimento e meio ambiente? Essas posições, se válidas, considerariam as duas vertentes de profissionais de instituições públicas e de instituições privadas que o Fórum está abordando?

O certo é: as instituições de formação profissional do país e do exterior não podem se furtar de participar pró-ativamente da preparação e da realização desse importante evento para a sustentabilidade do Planeta e de muitos dos seus componentes, inclusive o profissional, com profissionalismo. As páginas/sites www.forummundialdeprofissoes.org.br e o www.worldprofessionsforum.org informam sobre os propósitos do evento FMP/WPF.

O IBDES (OSCIP) aposta nos profissionais do Brasil, dos países vizinhos e do mundo para uma ação concertada em prol do Desenvolvimento Sustentável do Planeta Terra. Desde Estocolmo (1972), passando por Comissões, pela Eco-RIO 92 e por conferências e protocolos internacionais e intergovernamentais, mais de trinta e cinco anos se passaram e os avanços e resultados ainda são muito pobres. É o caso de apostar em quem sabe e conhece!

A universalidade do conhecimento tem em Brasília o locus ideal para o seu desenvolvimento! O Fórum Mundial de Profissões para a Sustentabilidade irá abordar esse e outros assuntos!

Autor: Elmar Wagner

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